O interesse pelos sonhos vem da mais remota Antiguidade.
Logo nas primeiras páginas da Bíblia, os sonhos de Jacó e de José estão intimamente ligados aos fatos básicos sobre os quais se funda toda a história de Israel. Acresce ainda a circunstância de ser José, além de um sonhador, um intérprete de sonhos. Foi por isso que ele encontrou graça aos olhos do Faraó, ao interpretar o sonho das sete vacas gordas e das sete espigas granosas que eram devoradas por sete vacas magras e sete espigas mirradas.
Contudo, muitos séculos haveriam de transcorrer para que o sentido premonitório dos sonhos deixasse de ser considerado uma simples especulação da crendice popular e passasse a merecer a atenção dos estudiosos. Só a partir de Freud é que a interpretação simbólica dos sonhos deixou de ser um tabu para os cientistas e se transformou num dos principais esteios da psicanálise.
Com Carl Jung, Karen Horney e outros psicólogos, de veículos exclusivos da psicanálise, os sonhos passaram a ser um componente substancial e importante em todas as pesquisas relacionadas com a psique.
Este Dicionário dos Sonhos o ajudará a desvendar essas mensagens cifradas de seu inconsciente. Fruto de longas pesquisas em fontes antigas e modernas, seus 3.000 verbetes constituem um valioso guia para todos os que gostam de refletir sobre o significado dos sonhos.