Este é um registro de fatos sobre uma mulher que, através de sonhos e de impressões e visões que teve em estado de vigília, lembra-se de sua vida no século XIII. Como história de reencarnação, é uma narrativa sem paralelo porque,lendo-a, não ficamos na dependência da honestidade nem do poder de sugestão da pessoa que nos fornece as evidências. O que ela diz pode ser provado.
O autor - Arthur Guirdham - é médico psiquiatra, treinado para distinguir entre a fantasia e a realidade e dotado de uma natureza cética. Ao investigar este caso, não o fez como psiquiatra, limitando-se a agir como um historiador não-profissional para verificar a veracidade das declarações da paciente valendo-se de consultas a historiadores e autoridades de reputação internacional sobre o assunto.
A paciente cuja história é narrada neste livro viveu no Sul da França e era adepta da doutrina dos cátaros, seita religiosa cujos seguidores foram dizimados pela Cruzada dos Albigenses no início do século XIII. Quando ainda estudante, na sua atual encarnação, teve o cuidado de registrar em seus cadernos escolares fatos sobre o catarismo que ainda eram desconhecidos dos especialistas. Ela também pôde localizar com precisão, em sua família e nos seus relacionamentos sociais, pessoas sem nenhuma importância histórica, que não aparecem nas obras de referência, mas que puderam ser identificadas mediante consulta aos registros secretos da Inquisição.
O autor iniciou suas pesquisas conhecendo apenas o nome de batismo da personagem principal. Ele localizou com precisão o dia exato, há mais de setecentos anos, em que ela compareceu perante a Inquisição. Descobriu também o nome das famílias e das pessoas de seu círculo de relações nessa época.