O escritor Caio Fernando Abreu, fenômeno raro, é, ao mesmo tempo, cultuado pelos leitores e um dos autores mais estudados pela Academia Brasileira. Com uma bibliografia polêmica, o autor, morto em 1996, acaba de ganhar o primeiro livro dedicado a investigar a sua vida - que se revela tão intensa quanto obras emblemáticas como Morangos mofados e Onde andará Dulce Veiga. O livro abraça as inúmeras contradições de Caio, ativo participante da contracultura em Londres e na Casa do Sol de Hilda Hilst, mas também um nome central das principais redações do Brasil entre as décadas de 1970 e 1990. São informações raras, que reconstituem o cenário em que seus contos, romances e peças de teatro surgiram, até sua morte, em 1996, em decorrência da aids.